A resposta da Vigor

Para quem acompanhou o post anterior: Cuidado ao consumir alimentos direto da embalagem! Olha o que eu encontrei em um pacote lacrado de parmesão ralado Vigor, entrei em contato com a empresa no dia seguinte por e-mail e na segunda feira de manhã o serviço de atendimento ao consumidor me ligou.

A moça foi simpática ao telefone, me fez algumas perguntas e enviou para minha casa dois novos pacotes de queijo parmesão ralado. Tudo lindo e maravilhoso certo? Só que não!

A resposta da Vigor

Primeiro, faltou sensibilidade da empresa e do atendimento. Em nenhum momento me questionaram se eu passei mal ou se eu estava bem, afinal, eu encaminhei o link do artigo, as fotos e fui bem claro que consumi o produto para só depois perceber que estava estragado. Eles demonstraram pouco interesse na minha pessoa ou com a minha saúde, o que para mim é a questão mais importante.

E, segundo ponto, a empresa não admitiu erro ou se desculpou. Não houve uma explicação para ocorrido, não houve pedido de desculpas, não houve um: "sinto muito, nosso processo falhou, mas estamos constantemente buscando aprimoramentos". Senti uma fuga de responsabilidade enorme, como se a empresa não fosse totalmente responsável pelo queijo estragado.

Por fim, recebi na minha casa dois pacotes de queijo parmesão ralado Vigor jogados numa sacola plástica. O que eu queria? Flores? Claro que não, mas faltou uma apresentação melhor, tendo em vista um consumidor frustrado. Custava encaminhar o produto numa embalagem bacana, com uma carta sensível ao ocorrido? Certamente eu me sentiria melhor.

Desvio padrão?

Lendo os comentários, alguns sugeriram "desvio padrão" ou o "você foi premiado". Acho que este não é o caso. Ao menos cinco pessoas relataram problemas semelhantes ao meu, todos com queijos da marca Vigor. Agora imagine por todo o país quantas outras pessoas já compraram queijos Vigor estragados.

Para mim é inadmissível uma empresa alimentícia entregar um produto comprometido nas prateleiras do mercado, independentemente da origem deste produto. Estamos falando da saúde dos consumidores, o erro tem de ser zero.

Prazo de validade?

Consumi o queijo dentro do prazo de validade, isso não deveria nem ser questionado. Mesmo que fosse vencer dali a quatro dias, o prazo de validade é o indicador de que um produto está bom para o consumo.

Este prazo deve ser calculado sempre com margem, para que nada estrague antes do prazo indicado. 

Temos sim que reclamar!

Muitos criticaram minha conduta, como se o errado fosse eu.

As empresas lucram muito, se responsabilizam pouco pelos erros e temos que achar que está tudo bem?

É queijo estragado, leite com amônia, objetos estranhos em embalagens... Casos não faltam. Nada disso é normal e devemos sim reclamar e divulgar. Isso é exercer nossa cidadania. Não podemos ser passivos diante do que está errado.

Temos que mostrar o perigo que corremos enquanto as empresas ficam ricas e o governo faz vista grossa. Me pergunto novamente: Onde está a fiscalização?

E mesmo reclamando, adianta em alguma coisa? Como bem disse alguém num comentário: "Comigo já ocorreram várias dessas situações perigosíssimas para a saúde e infelizmente quando reclamos não temos o retorno que gostaríamos...". E esta é a mais pura verdade. Reclamamos e no final nos sentimos como uns bobos, á mercê das indústrias e de quem manda mais. A imagem da empresa não é abalada (independente da gravidade da situação), o consumidor não recebe a atenção merecida e nada acontece para mudar a situação no futuro. É deprimente pensar nisso. 

Agora imagine, se as coisas são assim com pessoas como eu no mundo, que reclamam, pense se ninguém reclamasse. Estaríamos perdidos!

Fim da história, a vida, como sempre, segue.

E Vigor, não que você tenha me perguntado, mas no dia seguinte eu passei mal!

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4 comentários:

  1. Natalia Nascimento12 de outubro de 2013 07:05

    Aconteceu algo parecido com um Choco Leco. O produto estava completamente azedo. Liguei no SAC, retiraram todos os produtos daquele lote que eu tinha em casa, mandaram outro no lugar e ponto. Estou até hoje (deve ter uns 6 meses) aguardando um posicionamento da empresa pra saber o que aconteceu.
    Kraft Foods é outra empresa q não consumo nada. Conheci gente e li vários relatos de larvas em diversos produtos. A conduta é: se ainda tiver a embalagem, trocam por outro igual; senão problema seu, E a resposta padrão é q é normal entrarem larvas nas embalagens e ela crescerem lá dentro.

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  2. As empresas só se preocupam com os lucros, o consumidor que gera esse lucros para as empresas são vistos como uma "pedra no sapato"; Já achei besouro na lata de milho, objetos estranhos e gosmentos em sucos, bandejas de danoninho totalmente estragadas e dentro do prazo de validade. De tudo que eu ja achei de estranho em alimentos o menos estranho foi uma abelha no panetone, tadinha; rs. Nós consumidores deveríamos exigir mais, temos direitos só falta serem colocados realmente em prática;

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  3. Li o post anterior e agora à pouco, minha mulher estava comendo e achou uma bolota verde no pacote de queijo ralado VIGOR. Quardei o pacote e vou encaminhar reclamação para a fábrica, para a vigilância sanitária, avisar no mercado onde comprei o produto e, claro, de posse de todos os documentos e laudos, caso não me satisfaçam, propor uma ação no Juizado Especial.. Veja bem, a data de fabricação é posterior à do seu problema e o resultado foi o mesmo..Hoje, 19 de Outubro de 2013...
    Abraços
    Eduardo

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    1. Lamentável! Vá atrás dos seus direitos sim! Não podemos deixar que isto aconteça impunemente!

      Abraço!

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